Dinâmica Demográfica

1 10 2008

1. POPULAÇÃO
A população residente em Portugal registou uma evolução positiva nos últimos 40 anos ultrapassando, em 2001, os 10 milhões de habitantes, o que corresponde a cerca de 2,7% da população da UE-15.
Contrastes Regionais
A evolução da população a nível regional, neste período de quarenta anos, foi bastante contrastada, com a diminuição contínua dos quantitativos populacionais no Alentejo, no Interior Norte, no extremo Noroeste (Viana do Castelo/Minho-Lima) e no Vale do Tejo (Santarém/Médio Tejo), bem como nas Regiões Autónomas. Pelo contrário, nas NUTS III da Grande Lisboa (em especial entre 1960 e 1981), do Grande Porto, Península de Setúbal e Algarve, particularmente no período de 1981 a 2001, verificaram-se dinâmicas de crescimento.
Oposição Litoral – Interior
Na última década, a evolução demográfica do país caracterizou-se pela manutenção da tendência de concentração populacional na faixa litoral do Continente, entre Setúbal e Braga e pelo crescimento demográfico de alguns concelhos do interior que integram cidades de média dimensão.
Comportamentos Demográficos
A leitura atenta das componentes do comportamento demográfico de Portugal nas últimas quatro décadas permite identificar uma rápida aproximação às médias europeias, com particular evidência para o envelhecimento da população, acompanhada pelo declínio da fecundidade/natalidade e aumento da esperança de vida.
Modelo Demográfico vs Modelo sócioeconómico
Esta aproximação às médias europeias reflecte a modificação no modelo económico-social do país, fruto da rápida e generalizada urbanização do território e de um forte aumento da taxa de actividade feminina, o que provocou alterações no modelo familiar.
Fecundidade
A taxa de fecundidade, que até aos anos oitenta se manteve superior à média dos Quinze, desde os anos 90 que regista valores idênticos, enquanto o Índice Sintético de Fecundidade desceu abaixo do valor de substituição, sendo em 2001 de 1,4.
A expressiva melhoria das condições de saúde favoreceu a diminuição das taxas de mortalidade infantil entre 1960 e 2001.
Envelhecimento
O efeito conjugado do declínio da fecundidade, que contribuiu para o envelhecimento da base, e do aumento da esperança de vida, concorreu para um expressivo envelhecimento, sendo que nos últimos anos as taxas de mortalidade revelam um ligeiro acréscimo pelo facto do envelhecimento da população.
Diferenciação Territorial
A tendência de envelhecimento da estrutura demográfica, embora generalizada para o país, apresenta contrastes territoriais significativos, apresentando o interior e o Alentejo Litoral, índices de envelhecimento mais elevados que a média nacional enquanto o Norte Litoral se destaca pelo maior juvenilidade.
Dimensão media das famílias
A situação em 1960, caracterizava-se por uma dimensão média das famílias com valores próximos de 4 pessoas, sendo de assinalar que mais de 1/3 dos agregados eram compostos por mais de 5 pessoas.
A redução do número de membros deverá ser considerada como uma tendência relevante para a compreensão e enquadramento das necessidades de oferta habitação, com impacte evidente no ordenamento do território.
Migrações
A inversão do comportamento migratório, que desde meados dos anos noventa registam saldos migratórios positivos, constitui outra tendência demográfica importante. Em 2001, Portugal registava a 3ª taxa de saldo migratório positivo mais alta da UE-15, depois da Irlanda e do Luxemburgo. Verificou-se também, nos últimos anos, uma mudança no perfil dos imigrantes, no sentido de uma maior qualificação e de uma maior diversificação das funções desempenhadas, resultante de fluxos mais recentes provenientes do Leste Europeu.
Padrão Territorial da Imigração
Esta alteração repercutiu-se no padrão territorial da sua distribuição, caracterizando-se por uma maior dispersão, respondendo à procura de mão-de-obra em sectores tradicionais como a construção civil e a restauração, mas também em novas procuras geradas pela indústria transformadora e pela agricultura, que explicam uma parte dos movimentos com destino ao interior do país.
Emigração
A emigração sofreu igualmente alterações, caracterizando-se actualmente pelo carácter temporário o que permite o aumento do rendimento familiar sem o abandono dos territórios de origem, fenómeno particularmente evidente no Interior Norte.




A Transição Demográfica

1 10 2008

 

A transição demográfica: um modelo interpretativo da evolução da população

A transição demográfica é um modelo de leitura das grandes transformações demográficas que ocorreram ou que estão a ocorrer na época contemporânea. Começou por ser um modelo interpretativo das transformações demográficas da Europa mas rapidamente adquiriu uma vocação planetária. Apesar de existirem variantes interessantes de autor para autor e de existirem algumas críticas a determinados aspectos da teoria (sobretudo quando esta é formulada numa linguagem muito dogmática e detalhada) a transição demográfica é considerada como um dos modelos interpretativos mais importantes da Demografia.

Segunda a teoria da transição demográfica todos os paises já passaram ou terão de passar por quatro fases de evolução:

  •  Fase do «quase-equilibrio» antigo (ou de pré-transição) entre uma mortalidade ele vada e uma fecundidade igualmente  elevada o que implica um crescimento natural da população reduzido;
  • Fase do declínio da mortalidade e da consequente aceleração do crescimento nàtural da população;
  • Fase do declinio da fecundidade; a mortalidade continua a declinar embora a um ritmo mais moderado e o crescimento natural da população diminuiu de intensidade;
  • Fase do «quase-equilibrio» moderno entre uma mortalidade com baixos níveis e uma fecundidade igualmente baixa; o crescimento natural da população tende para zero.

 Fonte: Nazareth, J.M.;  Introdução à  Demografia, Ed. Presença. 1996 (adaptado).

A totalidade dos países desenvolvidos encontra-se na última fase da transição demográfica e em alguns países desenvolvidos até já se entrou numa fase a que se começou a chamar de pós-transição devido ao facto de o seu nível de fecundidade não garantir a substituição das gerações e de o número de óbitos ser superior ao de nascimentos. Todos os países do mundo já passaram pela segunda fase (declínio da mortalidade) e quase todos já chegaram à terceira fase (declínio da fecundidade).

Através da teoria da transição demográfica podemos provar a existência dos efeitos da modernização nos comportamentos demográficos.  A revolução sanitária fez com que no mundo, nos anos 90, não existissem praticamente países com uma esperança de vida  de 50 anos à nascença . Poucos países encontram-se nessa situaçao,  pertencem todos à África Subsariana.  A revolução contraceptiva fez também generalizar a ideia que um baixo nível de fecunidade é um símbolo de modernidade, seja à escala de um país seja à microescala dos indivíduos e dos casais. Segundo as Nações Unidas, apesar das consequências demográficas dos intensos ritmos de crescimento populacional das últimas décadas, é possível preceber um cenário de estabilização da população à volta de 8 a 9 mil mlhões de habitantes no nosso planeta em meados do século XXI,em vez dos catastrofistas 12 mil milhões admitidos em cenários anteriores.

A transição demográfica no mundo

O fenómeno da transição demográfica verificou-se, pela primeira vez, nos países mais avançados da Europa no final do século XVIII quando a mortalidade começou a diminuir de uma forma contínua. Durante dois séculos a maior parte dos países europeus conheceram taxas de crescimento demográfico de 1% ou 1,5% ao ano, tendo a população quase duplicado, dando origem a uma grande corrente migratória para o Novo Mundo.

A transição demográfica difundiu-se pelo resto do mundo no início do século XX e principalmente depois da 11Guerra Mundial, após a libertação das antigas colónias. O processo de modernização desencadeado pela independência teve um efeito imediato sobre a mortalidade, já que permitiu aumentar a esperança de vida e diminuir a mortalidade infantil. Quanto à natalidade, tal como na Europa, a resposta foi mais lenta, já que os países em desenvolvimento tinham taxas de crescimento natural da população de 1,6%, superiores à média mundial de 1,3%, Contudo, desde os anos o declínío da fecundidade começou a generalizar-se e. o ritmo mento tem vindo a diminuir.

Se os países em desenvolvimento atingirem rapidamente o regime demográfico moderno, o crescimento demográfico mundial poderá diminuir substancialmente.

 

 





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22 09 2008

 

 

Actualmente, a humanidade vive com alguns problemas demográficos: a população aumenta cerca de 80 milhões de habitantes por ano, tendo duplicado nos últimos 30 anos; a população está a envelhecer, aumento assim o número de indivíduos activos e diminuindo o número de passivos; os recursos agrícolas estão a aumentar para acompanhar o crescimento da população mas, em contrapartida, está-se a prejudicar o ambiente.

Alguns especialistas afirmam que, devido a estes factos, a fome aumentará no mundo, com a morte de centenas milhões de pessoas mas outros, baseando-se em ocorrências anteriores, refutam essa ideia, pois já em 1968 se afirmava que “Ao longo dos anos 70 e 80, centenas de milhões de pessoas morrerão de fome…”. É certo que houve fome mas os números reais foram cem vezes menores que os anunciados pelos pessimistas de então.
Seguidamente apresentam-se os factos e as previsões que apontam para um futuro não tanto negro como muitos o querem pintar.

            Os problemas demográficos

A população mundial é, segundo um estimativa da ONU, de cerca de 6.1 biliões de pessoas. No ano passado, após o anúncio por parte dos EUA e da China dos resultados dos seus recenseamentos, um responsável do Instituto de Estudos Demográficos afirmou que os resultados estavam de acordo com o esperado, confirmando assim a fiabilidade das projecções da ONU a curto prazo (cerca de 20 anos). Esta fiabilidade deve-se ao facto de que as futuras mães já nasceram e pode-se então, calcular o número provável de filhos que terão, bem como a quantidade de pessoas que morrerão nesse espaço de tempo. A longo prazo, as projecções não são tão fiáveis.

Esta estimativa tem, além da incerteza das projecções para o futuro, uma incerteza actual: os próprios números oficiais divulgados sobre os recenseamentos nos diversos países admitem margens de erro. E se, por exemplo, na França esse erro se situa nos 0.5%, equivalentes a 300.000 pessoas, na China e na Nigéria a incerteza pode significar mais de 20.000.000 de habitantes. Esta incerteza representa, a nível mundial e com base nos cálculos da ONU, uma diferença de 122.000.000 de pessoas. Se analisarmos a população estimada para o presente e a sua incerteza facilmente concluímos que podemos ainda não ter chegado aos 6.000.000, apesar de se ter festejado o nascimento do sexto bilionésimo ser humano a 12 de Outubro de 1999.

Mas como vai ser, então, o crescimento da população mundial nos próximos anos? Após a análise do crescimento no passado, vários cenários se apresentam, desde uma baixa evolução demográfica até uma explosão demográfica.

Um dos cenários que se coloca é o de explosão demográfica, com a população a seguir uma curva exponencial, com uma taxa de crescimento constante. Depois de séculos de baixo crescimento, assistiu-se a uma revolução demográfica a partir do século XVIII, com o aumento da taxa de crescimento. Mas, segundo os especialistas e para nosso bem, este aumento tem os dias contados e a taxa de crescimento tende a diminuir. 

Mas porque, então, este início de explosão? O melhoramento das condições de vida, associado aos progressos medicinais e à revolução industrial, fez com que a taxa de mortalidade infantil diminuísse substancialmente, disparando, então, o número de terrestres. A teoria da explosão demográfica ganhou contornos devido ao contínuo crescimento a uma taxa elevada, levando a projecções com números assustadores. Mas, essas projecções estavam completamente erradas porque a taxa de crescimento num passado muito recente (20 anos) mostra uma baixa significativa, passando de 5 filhos por mulher em1980 para 2.7 filhos actualmente. As estimativas para esta taxa no futuro apontam para algo entre 1.5 filhos por mulher (Baixa Evolução), 2.02 filhos por mulher (Média Evolução) e 2.5 filhos por mulher (Elevada Evolução). A diminuição da taxa de crescimento parece ser um facto certo, ficando, no entanto, por descobrir, qual o valor dessa taxa.Se a taxa de crescimento tende a diminuir, algo deve estar relacionado com isso, tal como houve razões para o seu aumento. Que está, então, na origem da diminuição? Uma das razões que levou à diminuição foi, também, aquela que levou ao anterior aumento, a diminuição da mortalidade infantil Como é que isso é possível? Simples! Ao notarem que mais crianças vivem, os pais apercebem-se que já não necessitam de muitos filhos para assegurar a descendência e que é mais fácil garantir um bom futuro para 2 ou 3 filhos do que para 7 ou 8. A melhoria no nível de educação também contribuiu para a diminuição da taxa de crescimento populacional, bem como a igualdade de direitos entre homens e mulheres. As jovens passaram a estudar até mais tarde, adiando assim o seu casamento e o primeiro filho. Este adiamento reduz a hipótese de ter muitos filhos. Também a contracepção contribuiu para este decréscimo do número de filhos por mulher, notando-se, a nível mundial, a diferença entre os países onde os meios contraceptivos são prática corrente e aqueles onde esses meios estão ainda pouco difundidos.

Um outro problema demográfico mundial é o envelhecimento da população. Exceptuando a África, onde a epidemia da sida mata milhares de pessoas, a Esperança Média de Vida tem vindo a aumentar um ano em cada 4 / 5 anos. A Esperança Média de Vida no mundo era, em 1800, de 25 anos, estando hoje nos 66 anos e prevendo-se, para 2050, a chegada aos 76 anos. Este envelhecimento traduziu-se na quase quadruplicação do número de pessoas com mais de 65 anos nos últimos 50 anos.

Como consequência deste aumento, há um maior número de reformados, que provoca o problema do financiamento das reformas. Os sistemas de reforma foram concebidos no início do século passado, numa altura em que se começava a trabalhar por volta dos 13 anos e aos 60 era-se velho. Actualmente, uma pessoa com 60 anos não é velha e o primeiro emprego surge, em média, aos 20. Com os cuidados de saúde que se têm actualmente e com a diminuição do desgaste físico, uma pessoa chega à idade da reforma ainda em condições de continuar a trabalhar. Por esta razão, há quem defenda que se deve elaborar um novo modelo de reformas, que alargue o período de trabalho ou aumente o valor das contribuições.

A escassez de alimentos é um dos maiores receios que se prevê que venha a acontecer devido ao aumento da população mas, segundo os especialistas, esse receio não tem razão de existir. Apesar do aumento da população, o nosso planeta alimenta melhor hoje os seus 6 biliões de habitantes do que em 1800 alimentava um bilião… Se a fome ainda afecta uma em cada sete pessoas, isso não é um problema de quantidade mas de distribuição e qualidade. Por exemplo, na Índia, as exportações de alimentos são maiores do que as importações. Mas, se por um lado, os recursos têm vindo a aumentar, por outro lado o ambiente tem vindo a ser destruído através da poluição dos solos com produtos químicos, da desflorestação e do efeito de estufa, por exemplo. O novo grande desafio será conseguir alimentar o nosso planeta sem o destruir.





Distribuição e Mobilidade da população

22 02 2008

Disponível para download e estudo, a apresentação em powerpoint referente à aula da distribuição e mobilidade das populações.

migracoes.ppt





Escurecimento Global

30 01 2008

Brevemente Artigo que deita por terra o aquecimento global.

Escurecimento Global: O Fim Da Existência Humana No Século XXI